Videntes, mas nem tanto! | Parabéns Geraldine

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Geraldine, Antonella, Madalena e Genevieve estavam dentro da Kopenhagen quando avistaram um moço do lado de fora que parou com jeito de quem queria falar algo.

Esse era o Bruno*, pai da Letícia*. Ele disse que ela tinha acabado de sair da UTI e perguntou se poderíamos visitar o quarto dela. Ele contou que a Lê estava com sua sogra, a Joana* (que preferia ser chamada de Jo).

As palhaças foram para o segundo andar, quarto 238, entregar a visita então encomendada. E foi com um toque rítmico na porta que foram autorizadas a entrar. Antonella entrou na frente, e decidiu fazer um desfile show pra exaltar as palhaças de tirar o fôlego. Primeiro foi ela, a maravilhosa Genevieve, com sua meia de abelha laranja, depois a engirassolzada Geraldine e por último a esplêndida (rosa) Madalena. Todas com seu modo de desfilar único, um charme inigualável.

Ao se aproximarem da Letícia, que tinha a bochecha tão rosa quanto a camiseta do seu pijama, perceberam vários lápis de cor e desenhos coloridos.

Assim que disseram o nome dela pela primeira vez, ela ficou com uma carinha de ponto de interrogação e perguntou:

“Ué, como vocês sabem meu nome?”

E as palhaças responderam:

“Aaah, é que a gente é muito boa em adivinhar nomes das pessoas. Olha só, vou adivinhar o nome do seu pai: começa com B, depois vem o R….”

O olho dela aumentava junto com o número de letras que compunham o nome do pai, tamanha era a surpresa de saberem o nome dele.

“COMO VOCÊS SABEM?”

“Olha, olha, olha! Sabemos o da sua avó também: começa com J, depois O….”

A mesma carinha de surpresa. Era cada vez mais gostoso adivinhar os nomes que nem estavam sendo adivinhados de verdade.

“JOANA”

Dessa vez veio da avó, também bastante animada e surpresa:

 “Como assim vocês sabem o meu nome?”

“Qual o nome da minha mãe?”

Ok Letícia, você nos pegou aí. O pai dela não tinha contado pra elas o nome da mãe dela. Mas quem disse que isso foi problema?

“Qual era a letra que começava mesmo? Eu não lembro muito bem!”

“F!”

“FAAA….”

“Não!”

“FEEE…”

A cabecinha foi pra cima e pra baixo indicando SIM! Fernanda*!

E assim continuaram, descobriram sua cor preferida, sua comida preferida, o nome do seu irmão, o nome da Laura*…

E o assunto foi chegando até o grau de parentesco da família:

“Ah então quer dizer que o Mateus* é o primo do tio do avô do pai do seu pai?”

Depois de uma gargalhada:

“Nãããão. O Mateus é filho do filho da minha tia Vera*, irmã da minha avó. Entendeu?”

“Agora sim! O Mateus é pai do filho do irmão mais novo da filha da tia Vera, né?”

“Nããããooo!!” E mais garagalhadas.

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História contada por: Júlia Stolagli (Geraldine);

Vivenciada por: Geraldine, Antonela, Madalena e Genevieve

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*nome fictício

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