O riso infinito da Dona Euli | Parabéns Matilda

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“Andando pelo hospital quase sempre ouvimos alguém falar

‘Ei, palhaço, me faça rir!’

Tirando a sensação de frio na barriga que essa frase nos causa, parece que ‘fazer rir’ é exclusivamente a nossa missão. Mas será que só nós conseguimos desencadear o riso?

Ao entramos no quartos de Dona Euli*, já fomos recebidos com um aconchegante sorriso e entre um elogio ali, um agradecimento aqui, um desfile acolá, uma música surge e para acompanhar a canção, nada melhor que uma flauta de embolo, não é mesmo?

ERRADO!

Quando o som da flauta interrompeu a canção, Dona Euli logo se assustou:

- QUE SOM É ESSE!?

Eita! E agora?

Na tentativa de convencer a paciente que aquela flauta era incrível e o som mais ainda, notas de ‘DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI’ foram ‘tocadas’ e, bom, se deu certo eu não sei, mas que a Dona Euli não parava de rir, isso era notável!

E quando eu digo que ela não parava, eu falo muito sério, mas sério de verdade, porque de sério, sério, não tem nada.

O riso dela era contagiante e infinito!

Contagiadas por Dona Euli, eu, Mafalda e Gertrudes chorávamos de dar risada, a risada era tanta que até doía!

Foi aí que eu resolvi colocar ordem na situação, em uma tentativa frustrante de ficar séria: um sinal de que era proibido rir foi dado. Mas ordem e nada nesse momento davam na mesma, pois já estávamos a rir novamente!

Há quem diga que rir é o melhor remédio, se isso for verdade, já podem trocar a prescrição da Dona Euli.”


 
História contada por: Lisa Catherine (Matilda);
Vivenciada por: Matilda, Mafalda e Gertrudes.
 

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*nome fictício

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