O acalentar do palhaço

       Hoje, no Hospital, conheci o Sr. Bento. Sr. Bento jogava Sudoku e era muito simpático. Com muita paciência, técnica e atenção, ele nos ensinou o jogo.  Sr. Bento, que por sinal, é xará da nossa amiga Benta, ficou surpreso com o fato e muito feliz. Então, decidiu falar dos Bentos de sua família. E dos não-Bentos também.

      O Sr. Bento nos transmitiu muito sentimento e amor pela família, e nós ficamos lá, conversando, conhecendo seus membros, suas profissões e toda a árvore genealógica da família. Mas não só os seus assuntos eram importantes, ele também quis saber sobre nós. Diria, então, que hoje nós sabemos um pouco sobre o Sr. Bento e ele sabe um pouco de nós.

      O Palhaço é sempre visto como a figura que leva alegria, a diversão, o riso e todas essas coisas relacionadas ao entretenimento e a alegria. Mas hoje não levamos nada disso ao Sr. Bento. Nós levamos nós.

      Sr. Bento disse uma frase que com certeza me marcou “Só de vocês virem aqui e conversar comigo, isso é um acalento”.

      a.ca.len.tar = 1. Aquecer(-se) nos braços ou no peito, afagar (-se), agasalhar(-se), embalar(-se). 2. Sossegar, tranquilizar. 3. Aplacar, consolar, mitigar a dor. 4. Animar, favorecer, lisonjear.

      Acalentamos. Fomos acalentadas. O palhaço está na troca: do olhar, do riso, da conversa. E está na disponibilidade: de estar lá e de ter total atenção no paciente. Não precisa ter gargalhada e genialidade, precisa sinceridade.

Escrito por: Bruna Diniz.

Vivenciado por:  Judith, Jasmin, Malagueta e Charlotte.

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