Narizes do Museu | Relato Ancestral

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“Entrar para os Narizes de Plantão foi uma experiência incrível para minha vida. Foram tantas descobertas, tantas transformações que eu estava em um momento de vida que eu já não sabia como viver sem a Josefina, minha palhaça.

Não era só a questão de fazer as visitas no hospital, era todo o universo por trás disso, eram os treinamentos, era o contato com a triangulação de olhar, com a escuta, com o jogo, com a entrega, coisas que quando você leva para a vida, você se humaniza, você percebe o valor que a relação humana tem.

Era tanta coisa boa que eu sabia que não queria ficar sem, não podia ficar sem. Mas, como nem tudo na vida acontece como a gente quer, eu estava em um momento de muita alegria e tristeza. Estava há alguns meses para finalmente me formar na faculdade, uma grande alegria, mas isso implicava em uma coisa muito triste, deixar os Narizes de Plantão.

Passei algum tempo, talvez meses, pensando em quais seriam as possibilidades para não ter que ‘abandonar’ a Josefina. Enquanto eu pensava,  tentava aproveitar todas as oportunidades que o grupo proporcionava, entre elas, o que chamamos de “Vira e Mexe”: vira e mexe nós íamos ao Parque do Museu do Ipiranga como palhaços,  momentos que eram especiais, pois juntávamos muitos outros palhaços.

Pois bem, era um domingo, dia de Vira e Mexe e fui me arrumar junto com outros palhaços para iniciarmos as brincadeiras. Lá, encontrei uma garota muito peculiar, também ex-integrante dos Narizes de Plantão, a Carol. Não nos conhecíamos, mas logo começamos a conversar.

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Ela me contou da tristeza de ter deixado o grupo por se formar e eu dizia a minha angústia por viver isso em pouco tempo. Conversa vai, conversa vem, desabafo vai, desabafo vem, eis que surge uma grande ideia… ‘Por que temos que deixar nossas palhaças de lado?! Por que deixar algo que nos faz tão bem?! Por que não continuamos o legado?!’

Depois desse dia, conversamos mais algumas vezes, encontramos mais algumas pessoas que pensavam como nós e decidimos que o legado continuaria, que nós continuaríamos na linguagem clown. Depois de uma primeira reunião, em um coreto de praça, surgiu a primeira oficina dos Narizes do Museu!

Confesso, tudo era improvisado, o espaço para treino, os lugares para visitar, precisávamos da ajuda de grandes mestres e muitas outras coisas. Mas o que não faltava para nós era disposição, ânimo e vontade!

Batalhamos, lutamos, persistimos, fomos à praças, ruas e hospitais e, desde aquela primeira conversa, já se passaram 3 anos! Hoje, contamos com visitas mensais no Hospital São Camilo (Unidade Santana) e em um lar para idosos, o Residencial Cora.

Estamos muito felizes por onde chegamos.”

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Quer conhecer mais o Narizes do Museu? Acesse as redes sociais e descubra como eles são lindos de morrer:
Instagram: @narizesdomuseu
Fazebook: www.facebook.com/narizesdomuseu
Email: narizesdomuseu@hotmail.com 

 

Essa história aconteceu de verdade com a Juliana Thomé, a palhaça Josefina, que já fez parte do Narizes de Plantão. Agora ela é fisioterapeuta, coordenadora do Narizes do Museu e leva o palhaço por aí, com e sem nariz vermelho.

 

O que achou dela? Conta pra gente no nosso Facebook @NarizesPlantao e no nosso Instagram @narizesdeplantao_ 

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